
Enquanto Lula (PT) insiste em proteger facções criminosas brasileiras da reclassificação para organizações terroristas, com alegações de cunho ideológico que remetem ao antiamericanismo juvenil dos anos 1970, a realidade bate à porta. Na semana passada, a Polícia Civil de Mato Grosso desmantelou centro de treinamento da facção carioca Comando Vermelho numa aldeia indígena em Santo Antônio de Leverger, a 27km de Cuiabá. “Retrato do fracasso do Estado”, diz José Medeiros (PL-MT).
Táticas de guerrilha
A Operação Argos apurou que o “CT” da facção do Rio preparava bandidos para sobreviver na selva e ensinava táticas de guerrilha.
Drogas e armas
As investigações da Polícia Civil apuravam tráfico de drogas do grupo na região, mas desvendou os “cursos” de guerrilha com armamento bélico.
Restrito irrestrito
Eram usadas pistolas .40, 9mm, fuzis .556 e .762, metralhadora e arma com tripé .30; armamentos de uso restrito às forças armadas e policiais.
Prova cabal
Para o deputado Nelson Barbudo (PL-MT), a ação é “prova que facções criminosas já estão agindo como verdadeiros grupos de guerrilha”.

A 200 dias da eleição, disputa apertada é inédita
A partir desta quarta-feira (18), faltam apenas 200 dias para a eleição presidencial de 2026. Lula (PT) está empatado tecnicamente nas pesquisas de primeiro e até segundo turno com o principal adversário pela primeira vez desde que venceu, em 2002. Há 24 anos, a pouco mais de seis meses do voto, Lula liderava com folga contra José Serra; 31% a 19% no primeiro turno e 61% a 39%, no segundo. Caso quase idêntico a 2006, contra o ex-tucano Geraldo Alckmin; 40% a 20% e 61% a 39%.
Líder, mas…
Em 2018, logo após ser preso em abril, Lula tinha quase o dobro das intenções de Jair Bolsonaro no Datafolha: 31% a 16%. Não foi candidato.
Aproximou
Em 2022, o Datafolha de março previa Lula 43% x Bolsonaro 26% no 1º turno. Acabou 48,4% a 43,2% no primeiro e 50,9% a 49,1% no 2º turno.
Outro mundo
Agora, Flávio Bolsonaro (PL) já aparece empatado no 1º turno (Quaest BR-5809/26 etc.) e até à frente de Lula no 2º turno (Futura BR-6607/26).
Poder sem Pudor
Calúnias verdadeiras
Nos anos 50, governador gaúcho Ildo Meneghetti demitiu o representante do Partido Libertador em seu governo. O presidente do PL, Décio Martins da Costa, pediu uma audiência a Meneghetti para saber os motivos e depois convocou uma reunião de emergência da executiva. Explicou: – O governador me mostrou um dossiê com denúncias e calúnias… Fez uma pausa e concluiu: …e o pior é que todas as calúnias são verdadeiras.
Por enquanto
No cenário atual, só estariam salvos da cláusula de barreira da eleição 2026 – sem as federações partidárias – os partidos PL, PT, União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PDT, PSDB, Podemos e PSB.
Mudanças em breve
Dia 4 de abril é o prazo final para a “desincompatibilização”. Prefeitos, governadores (e o presidente) têm pouco mais de duas semanas para deixarem os cargos, caso queiram disputar outros cargos nas eleições.
Tentado e feito
Presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Pode-MG) confirmou “tentativas e vazamentos” de informações sigilosas e particulares do banqueiro Daniel Vorcaro, que “poderiam inviabilizar as provas”.
Puxa o nome
“Que o Supremo nos responda: com quem estava aquele número de telefone”, cobrou Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, sobre a troca de mensagens de Daniel Vorcaro com número funcional do STF.
Frase do dia
“A cada capítulo, as conexões sobem mais um degrau.”
Deputado Evair de Melo (PP-ES) sobre recados de Daniel Vorcaro para Fernando Haddad
Questão moral
Para Marcio Bittar (PL-AC), a atual composição do parlamento não deve sabatinar Jorge Messias para vaga no STF ou qualquer outro indicado. Segundo o senador acreano, o Senado perdeu a legitimidade moral.
Olho no voto
Senadores não perdem tempo na hora de surfar na onda que pode render alguns votos. A proposta que veda aposentadoria como “punição” para magistrados estava parada desde setembro. Voltou a andar em março, com a movimentação do próprio STF no mesmo sentido.
Vem aí!
Com a projeção de média de alta de 8% na conta de luz dos brasileiros ainda este ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ironiza sobre a criação de um novo programa do governo Lula, é o “Apagão para Todos”.
Pé na rua
É esperada para amanhã (19) a saída de Fernando Haddad do comando do Ministério da Fazenda. Deve disputar as eleições deste ano. A pasta deve ficar sob comando do nº 2, o secretário-executivo Dário Durigan.
Pensando bem..
DIÁRIO DO PODER – COLUNA POLÍTICA DO JORNALISTA CLAUDIO HUMBERTO
…seria bom “segurança extraordinária” também para o dinheiro dos pagadores de impostos.

