
Embora a chapa presidencial do PL para o pleito de 2026 ainda não tenha sido oficializada, os bastidores do partido já avaliam estratégias e montagem de cenários. Valdemar Costa Neto, presidente da legenda, manifestou abertamente sua predileção pela senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ocupar o posto de vice na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Apesar de sua posição pessoal, o dirigente enfatizou que a batida de martelo depende das deliberações do próprio Flávio e do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante entrevista no programa Frente a Frente, Valdemar ponderou: “Cada um tem um palpite e não discutimos isso ainda. O meu? Tereza Cristina”.
O presidente do partido também classificou o governador mineiro Romeu Zema (Novo) como uma opção forte, ressaltando a relevância eleitoral de Minas Gerais, mas reiterou seu entusiasmo pela senadora sul-mato-grossense. “Ela tem um carisma que é um negócio”, elogiou.
A busca por uma composição mais competitiva surge como uma resposta direta às falhas identificadas na campanha de 2022. Ao revisar o desempenho de Jair Bolsonaro naquela disputa, Valdemar apontou que a postura do ex-mandatário em relação à vacinação contra a Covid-19 e a escolha de um vice que não atraiu novos eleitores foram determinantes para o resultado, especialmente entre o eleitorado feminino.
“Nós teimamos, inclusive, na época, em pedir por uma mulher de vice. […] Foi um erro total, ali foi um erro brutal”, declarou o político, referindo-se à indicação do general Walter Braga Netto. Ele recordou que, já naquele período, sua sugestão era o nome de Tereza Cristina para a vaga.
No horizonte de 2026, Valdemar Costa Neto trabalha para aglutinar o campo da centro-direita e evitar que o setor chegue fragmentado às urnas. O dirigente mencionou o PSD, que conta com quadros como Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Eduardo Leite, e manifestou o desejo de que a sigla abdique de uma candidatura própria em favor da unidade. Na visão do presidente do PL, essa coesão seria o caminho para um desfecho antecipado na disputa:
“Podemos matar a eleição no primeiro turno. Não tem preço isso”.
Para viabilizar esse projeto, Valdemar aposta em uma plataforma política pragmática e focada em pautas conservadoras consolidadas, como a redução da maioridade penal. “Fazer o feijão com arroz, não inventar moda”, concluiu, ao definir o tom que espera para a próxima jornada eleitoral.

