
Fábio Luís Lula da Silva, o ‘Lulinha’, filho do presidente Lula. (Foto: Reprodução/Redes Sociais).
REDAÇÃO
A Polícia Federal manifestou a suspeita de que a mudança para a Espanha de Fabio Luiz, o “Lulinha”, filho de de Lula (PT), poderia ter o objetivo de fugir do País e das investigações sobre o roubo aos aposentados e pensionistas do INSS ou desvios, como a corporação prefere chamar nesta fase da investigação.
A suspeita foi citada n relatório em que a PF pediu em dezembro a quebra de sigilo bancário de Lulinha, afinal determinada pelo ministro do STF André Mendonça. A referência ao filho do presidente foi mencionada em reportagem do jornalista Aguirre Talento no Estadão desta terça-feira (17). Ele teve acesso ao relatório que analisou detalhes da relação entre Lulinha e Antonio Camiolo Antunes, o “Careca do INSS”, personagem central do escândalo, que se encontra preso.
A defesa nega a intenção sw Lulinha de fugir do País e alega que ele teria se mudado antes da deflagração da Operação Sem Desconto.
“Do ponto de vista investigativo, asseveramos que Lulinha viajou para o exterior, sem previsão de volta, o que denota possível evasão do País, considerando estar associado aos fatos associados ao principal operador das fraudes bilionárias a milhões de aposentados do Brasil”, diz o relatório.
Pela primeira vez, Lulinha admitiu relacionamento com o Careca do INSS nesta segunda-feira (16), em petição ao STF. Disse que mantinha relação “esporádica e de natureza social” com o investigado que pagou uma vigem dele a Porugal para conhecer um projeto de canabidiol medicinal. A apuração da PF identificou que o Careca pretendia abrir empresa desse ramo, a World Cannabis.
A PF aponta que o empreendimento de canabidiol do Careca do INSS seria financiado com recursos provenientes do esquema de desvio de aposentadorias, em uma etapa de lavagem desse dinheiro. Na viagem, eles chegaram a visitar um terreno onde seria construída a fábrica. A defesa de Lulinha afirmou, porém, que o negócio não foi adiante e ele não recebeu recursos do empresário.
Além da viagem em conjunto, a PF apreendeu anotações com o Careca do INSS que indicariam encontros dele com Lulinha em Brasília e apura se houve pagamentos, informa a reportagem. A testemunha Edson Claro, ex-funcionário do Careca, contou que eram pagos R$300 mil mensais a Lulinha, mas, se isso de fato ocorreu, não foi por depósito bancário: a quebra de sigilo não continha repasses do Careca do INSS.
Os advogados afirmaram, na peção, que, em março de 2025, entraram em contato com instituições de ensino na Espanha para matricular os filhos do casal e viabilizar a mudança. A primeira fase da Operação Sem Desconto, porém, foi deflagrada no mês seguinte e na época já haviam sido publicadas reportagens sobre as suspeitas de irregularidades envolvendo o Careca do INSS. A defesa de Lulinha disse que ele começou a planejar a mudança a Madri em 2024, apesar de só ter tomado medidas efetivas para isso no ano seguinte.
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