
O pacote criado pelo presidente Lula (PT) para reduzir o impacto da guerra no Irã na elevação do preço do barril de petróleo no Brasil é estritamente eleitoreiro de baixa qualidade e ineficiente, com baixa qualidade, se comparado com as medidas criadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022, após iniciada a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Está é a avaliação de Adriano Pires, especialista que atua há mais de três décadas no setor energético.
Mais que explicar, o economista que fundou e dirige o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), demonstra em uma planilha que o pacote petista apenas tenta recuperar popularidade do governo de Lula, que tentará a reeleição em outubro. Porque zera impostos federais sobre o diesel e assume parte do custo do petróleo mais caro. Uma lógica de controle de preços que nunca funcionou.
“Esse pacote de medidas é estritamente eleitoreiro tenta recuperar a popularidade do governo, mas é de baixa qualidade e ineficiente. Só mostra que mais uma vez a solução do governo é aumentar imposto e usar a Petrobras como instrumento político sem qualquer pudor”, cravou Pires, em artigo publicado no Diário do Poder.
Além disso, o especialista ressalta que Lula, cria insegurança jurídica e danos à estatal Petrobras, com sua iniciativa de inventar um novo imposto de exportação de petróleo, de 12% da receita da exportação, com impacto que seria compensado com R$ 30 bilhões pagos por contribuintes e acionistas da estatal. “Com certeza as empresas vão judicializar”, prevê Pires.
Diferenças para rival
O economista ainda pontua que o opositor de Lula, Jair Bolsonaro, ao contrário do petista, reagiu estritamente com políticas públicas, sem criar impostos ou subvenções para empresas importadoras e produtoras de combustíveis. E lembra que o ex-presidente apenas zerou tributos federais (PIS/CONFINS) sobre a gasolina e o diesel e estabelecendo cobrança monofásica do ICMS sobre combustíveis.
“Agora, no governo Lula, as medidas misturam política pública zerando o PIS/CONFINS do diesel com políticas que criam impostos como o imposto de exportação de petróleo, 12% da receita da exportação”, compara.

