
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) uniu-se à indignação de seu irmão senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), neste sábado (14), para acusar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “torturar” seu pai e ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e descumprir a legislação, por não conceder prisão domiciliar humanitária ao líder da oposição ao presidente Lula, que foi internado ontem (13), em estado grave. O ex-chefe do governo do Brasil trata uma infecção pulmonar adquirida na cela da Papudinha, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela “trama golpista”.
Eduardo relatou que seu pai, de acordo com seus médicos, “de novo, ele sobreviveu por pouco”. E se demorassem mais uma ou duas horas, a infecção seria generalizada. O que é fatal para 1 em cada 2 pessoas acometidas pela chamada sepse.
“Moraes não cumpre a lei para dar prisão domiciliar, ele está à luz do dia torturando meu pai…”, acusou Eduardo, em publicação na rede social X, com o vídeo em que Flávio Bolsonaro expõe a preocupação com seu pai.
No vídeo, Flávio lembra de outra complicação médica vivida por Jair Bolsonaro, quando estava preso na sede da Polícia Federal em Brasília e caiu da cama, batendo a cabeça. Na ocasião, Moraes aguardou cerca de uma hora a espera de um laudo médico conclusivo sobre a necessidade de transferência para o hospital.
Flávio elogiou a equipe do Estado Maior da Polícia Militar do Distrito Federal, que agilizou a transferência de Jair Bolsonaro, assim que percebeu piora em seu quadro clínico. Gesto que, ironicamente, reforça um dos pontos centrais da decisão de Moraes pela transferência do ex-presidente da sede da PF para a Papudinha, por haver uma equipe médica capaz de agilizar eventuais necessidades de socorro, sem necessidade de laudos para autorização ao ministro.
DIÁRIO DO PODER

