
O Dia Internacional da Mulher não deve ser capturado por discursos ideológicos que afastam a mulher de sua essência bíblica. A verdadeira valorização feminina começa no princípio: “Criou Deus o homem e a mulher à Sua imagem” (Gênesis 1:27). A dignidade da mulher não depende de militância; ela é estabelecida por Deus.
A Bíblia apresenta mulheres fortes, firmes e espiritualmente influentes. Ester enfrentou o poder político para salvar seu povo. Débora exerceu liderança em Israel. Maria foi escolhida para gerar o Salvador. Essas mulheres não precisaram negar sua fé nem romper com os princípios divinos para exercer impacto.
Jesus foi o maior defensor da dignidade feminina. Em uma sociedade marcada por opressões, Ele protegeu, ouviu e restaurou mulheres. Impediu o apedrejamento de uma acusada (Jo 8:1-11), revelou-se Messias a uma samaritana (Jo 4:4-42) e confiou às mulheres o anúncio da ressurreição. Cristo confrontou o pecado, mas nunca humilhou a mulher.
Diante de um mundo no qual milhões ainda sofrem violência física, emocional e psicológica, a Igreja não pode se omitir. Violência doméstica, abuso e exploração são pecados graves. Defender a mulher não é aderir ao feminismo radical; é cumprir o mandamento bíblico de fazer justiça e amar a misericórdia (Mq 6:8).
A mulher cristã é resiliente porque sua força vem do Senhor. Ela edifica sua casa, influencia gerações e sustenta espiritualmente a sua família. Não é vítima de narrativas que a colocam contra o homem, mas parceira na construção de uma sociedade saudável.
Neste Dia Internacional da Mulher, é tempo de reafirmar: a mulher deve ser protegida, honrada e respeitada. A Igreja precisa ser voz ativa contra a violência e exemplo de cuidado. Valorizar a mulher é defender o plano original de Deus para a humanidade.
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Marisa Lobo atua como psicóloga e psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. |


