
A bancada do partido Novo questionou a falta de transparência em um encontro fora da agenda oficial entre o presidente Lula (PT) e dirigentes do Banco Master, realizado nesta terça-feira (27), no Palácio do Planalto.
A legenda acionou a Casa Civil para solicitar esclarecimentos sobre a reunião e apontou possíveis conflitos de interesse envolvendo autoridades do governo e representantes do setor privado.
“É inadmissível que uma reunião com empresários investigados, como os do Banco Master, ocorra no coração do poder, sem constar nas agendas oficiais. O governo deve explicações claras à sociedade — transparência e ética não podem ser seletivas”, declarou a deputada signatária, Adriana Ventura (Novo-SP).
O Requerimento de Informação (RIC) solicita esclarecimentos ao ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, sobre as circunstâncias do encontro, que não constou nas agendas oficiais da Presidência da República nem da própria Casa Civil, apesar da presença de ministros, auxiliares diretos do presidente e figuras com vínculos profissionais com o banco investigado.
Diante do uso recorrente de sigilos para limitar o acesso a informações públicas, o Novo vem defendendo mudanças estruturais na legislação. Nesta semana, o líder do partido na Câmara dos Deputados, deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), solicitou formalmente ao presidente da Casa que paute o Projeto de Lei (PL) 5.764/2025, de autoria da bancada do Novo.
A proposta aperfeiçoa a Lei de Acesso à Informação (LAI) com o objetivo de coibir o uso abusivo do sigilo em qualquer tipo de informação. O texto fortalece o papel fiscalizador do Congresso Nacional, garantindo aos parlamentares acesso a dados classificados e conferindo ao Legislativo o poder de revisar e questionar a classificação de informações protegidas pelo Executivo.
A bancada sustenta que o fortalecimento do acesso à informação é indispensável para o equilíbrio entre os Poderes e para assegurar que casos envolvendo autoridades públicas sejam devidamente esclarecidos à sociedade.
DIÁRIO DO PODER

