
Nesta segunda-feira (26), o governador de Minas Gerais e pré-candidato ao Planalto, Romeu Zema (Novo), teceu duras críticas à conduta do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao processo que apura suspeitas no Banco Master.
Durante conversa com a Rádio Jornal, também compartilhada em suas redes sociais, o chefe do Executivo mineiro declarou que o tribunal “não tem honra nem vergonha na cara” ao analisar o episódio, que envolve indícios de fraudes e a frustrada transação com o Banco de Brasília (BRB).
Ao traçar um comparativo internacional sobre a responsabilidade de gestores e autoridades, o governador demonstrou descontentamento com a cultura política nacional.
“Se algo semelhante tivesse acontecido no Japão, a pessoa teria se suicidado. Na Europa, teria renunciado. Aqui não temos nem honra nem vergonha na cara”, pontuou Zema.
O imbróglio jurídico em questão corre sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. O inquérito busca esclarecer possíveis crimes financeiros, incluindo a comercialização de CDBs com taxas de retorno atípicas e o suposto envolvimento de ocupantes de cargos diretivos no banco estatal candango.
Na visão do governador, a condução do caso evidencia uma espécie de blindagem no Poder Judiciário. “Quando alguém comete barbaridades, tem de ser expelido. Não dá para tolerar isso”, afirmou Zema, argumentando que outros segmentos da administração pública costumam aplicar sanções mais céleres e severas diante de condutas inadequadas.

