“Estratégia é ganhar tempo”, afirma advogado de Zambelli após novo adiamento na Itália

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Deputada federal Carla Zambelli. (Foto: Michel Jesus/Agência Câmara).
JUAN ARAÚJO

A audiência realizada nesta terça-feira (20) na Corte de Apelação de Roma resultou em um novo adiamento do processo de extradição da ex-parlamentar Carla Zambelli. Diante do cenário, o grupo de advogados que representa a brasileira protocolou um pedido formal para que os três magistrados responsáveis pelo caso sejam afastados de suas funções no colegiado.

De acordo com as declarações dadas por Fábio Pagnozzi, defensor de Zambelli, à CNN, a justificativa para a medida é o entendimento de que não há neutralidade por parte dos juízes.

“Negaram tudo o que pedimos até agora. Os juízes são parciais e já estão com a sentença pronta”, afirmou o advogado, que ainda descreveu o clima do julgamento ao dizer que “A audiência foi uma guerra”.

A manobra jurídica visa interromper o fluxo atual da ação. Pagnozzi admitiu abertamente que o plano dos defensores consiste em “ganhar tempo e mudar a turma”. Caso o tribunal aceite o requerimento de remoção dos magistrados, o trâmite processual precisará ser reiniciado integralmente.

Além da troca de juízes, a defesa apresentou um pedido para que Eduardo Tagliaferro, que atuou como assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), preste depoimento perante a autoridade judiciária italiana. Com a apresentação de novos recursos, os representantes de Zambelli projetam que o veredito definitivo sobre a extradição ocorra somente no mês de março.

DIÁRIO DO PODER

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