
Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, em conjunto com a Corregedoria-Geral, resultou na prisão de uma delegada recém-nomeada na manhã desta sexta-feira (16). A servidora é investigada por envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo as investigações, Layla Lima Ayub teria mantido relações pessoais e profissionais com integrantes da organização criminosa. O Gaeco aponta ainda que ela teria atuado de forma irregular como advogada durante uma audiência de custódia de presos ligados ao grupo, mesmo já exercendo o cargo de delegada. Após a prisão, Layla foi encaminhada à Corregedoria da Polícia Civil, na capital paulista.
A operação também cumpriu sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá, no Pará, expedidos pela 2ª Vara Especializada de Crime Organizado da Capital. Além da delegada, foi autorizado um segundo mandado de prisão temporária contra um integrante do PCC que estava em liberdade condicional.
Prisões ligadas à cúpula do PCC
Na última terça-feira (13), a Polícia Civil de São Paulo prendeu três investigados por envolvimento direto no assassinato do delegado Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em setembro de 2025, em Praia Grande, na Baixada Santista. Entre os detidos está Fernando Gonçalves dos Santos, conhecido como Azul, apontado como um dos líderes do PCC.
Também foram presos Márcio Pinheiro, o Velhote, e Manoelzinho. As investigações indicam que os três integram o núcleo responsável por autorizar a execução do delegado.

