Cláudio Castro fica no governo do Rio de Janeiro até abril

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Governador do RJ, Cláudio Castro. (Foto: Reprodução/Agência Brasil).
PEDRO TAQUARI

A poucos dias da retomada das atividades políticas em 2026, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou que permanecerá no Palácio Guanabara até o dia 5 de abril, mantendo o comando do governo estadual até o prazo máximo permitido pela legislação eleitoral para desincompatibilização de mandatários que pretendem disputar outros cargos nas eleições deste ano.

A decisão põe fim, ao menos por ora, às especulações de que Castro deixaria o cargo logo após o Carnaval para se dedicar antecipadamente à campanha ao Senado Federal.

A legislação eleitoral exige que governadores que buscam se candidatar a outro cargo deixem suas funções até seis meses antes do pleito, e Castro optou por usar até o último dia legal, garantindo a continuidade de suas atribuições à frente do Executivo fluminense.

Nesta semana, o governador comunicou oficialmente sua posição ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto, que é o primeiro na linha sucessória do governo estadual. Com isso, a possibilidade de uma interinidade logo após o Carnaval foi descartada até o início de abril.

Pela Constituição Estadual, caso Castro deixe o cargo em abril para disputar o Senado, o comando do estado será assumido de forma interina pelo presidente do TJ-RJ, que terá um papel administrativo até a realização de eventuais eleições indiretas ou até o fechamento de um nome consensual para dar sequência à gestão.

Até lá, aliados do governador avaliam que a permanência no Palácio Guanabara reforça sua capacidade de articular alianças políticas, amparar candidaturas da base de direita no estado e consolidar sua imagem junto ao eleitorado, especialmente em temas como segurança pública, considerada prioridade por parcela significativa dos eleitores fluminenses.

Com o comando do estado garantido até abril, Castro poderá ainda intensificar operações e ações de impacto planejadas pelo governo, que são apresentadas como respostas firmes ao enfrentamento do crime organizado e foco nas preocupações centrais dos cidadãos com a segurança.

A estratégia de ficar até o último prazo legal também dá tempo para Castro consolidar sua pré-candidatura ao Senado, ampliar sua presença nos corredores políticos e fortalecer a base de apoio do PL e partidos aliados, mantendo a coesão política em um ano considerado decisivo para o cenário eleitoral no Rio de Janeiro.

Se, ao final desse período, o governador optar por deixar o cargo para concorrer, a transição ficará sob o comando do Judiciário estadual, com foco em uma gestão técnica interina até a definição dos rumos políticos no Palácio Guanabara.

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