
A movimentação de forças navais da Rússia e dos Estados Unidos elevou a tensão na região do Caribe e nas proximidades da Venezuela após um petroleiro que partiu do Irã passar a ser perseguido por militares norte-americanos desde o dia 21 de dezembro.
O episódio ganhou novo capítulo quando Moscou enviou um navio de guerra, um submarino e outras embarcações para escoltar o cargueiro.
Segundo informações citadas pelo The Wall Street Journal e confirmadas anonimamente ao The New York Times por um oficial dos Estados Unidos, o petroleiro, identificado como Bella 1, seguia em direção à Venezuela para buscar petróleo quando foi abordado pela Guarda Costeira americana. As autoridades dos EUA alegaram possuir um mandado de apreensão, argumentando que a embarcação não ostentava uma bandeira nacional reconhecida.
A tripulação do navio se recusou a permitir o embarque de agentes americanos, alterou a rota em direção ao Atlântico e passou a ser acompanhada de perto por embarcações dos Estados Unidos. Para tentar evitar a captura, os tripulantes pintaram uma bandeira russa no casco, renomearam o petroleiro e incluíram o navio no registro oficial de outra frota ligada à Rússia.
Além das manobras realizadas pela tripulação, o governo russo apresentou um pedido diplomático exigindo o fim da perseguição ao cargueiro. Apesar disso, a escolta norte-americana continuou. Um vídeo divulgado pela emissora estatal russa RT, gravado na terça-feira (6), mostrou o petroleiro sendo seguido por um navio da Guarda Costeira dos Estados Unidos em meio à neblina.

