Exército descarta reforço em Pacaraima após captura de Maduro

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Pacaraima, município em Roraima que faz fronteira com a Venezuela | Foto: Divulgação / Polícia Militar de Roraima
LUCAS SOARES

O Exército Brasileiro informou que não há expectativa de aumento do efetivo militar em Pacaraima, no norte de Roraima, após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por tropas dos Estados Unidos. Atualmente, cerca de 120 militares atuam no controle migratório na região, e o fluxo de entrada de venezuelanos apresentou redução nos dias que antecederam o episódio ocorrido no sábado (3).

A informação foi confirmada pelo general de Brigada Roberto Pereira Angrizani durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (5). Segundo ele, o Exército mantém presença permanente na área desde a década de 1960, com reforço a partir de 2018, quando houve aumento expressivo da migração venezuelana para o Brasil.

“Desde 2018, quando houve intensificação do fluxo, o Exército passou a apoiar nossos irmãos venezuelanos. Há sete anos atuamos de forma contínua no apoio logístico e humanitário, colaborando com o ordenamento da fronteira”, afirmou o general.

Angrizani explicou que, apesar do cenário político recente na Venezuela, não há indicação de crescimento no fluxo migratório. De acordo com o comando militar, o movimento na fronteira permaneceu estável, com monitoramento reforçado e tropas em prontidão em Boa Vista para eventual necessidade de apoio.

A fronteira entre Brasil e Venezuela foi reaberta no domingo (4), após um fechamento temporário ocorrido logo após a operação norte-americana. Atualmente, o tráfego de pessoas e mercadorias está normalizado, segundo o Exército e a Polícia Federal.

O comércio entre Pacaraima e Santa Elena de Uairén segue intenso, com venezuelanos realizando compras no lado brasileiro. Desde 2017, o Brasil já recebeu cerca de um milhão de venezuelanos por meio da Operação Acolhida, iniciativa do governo federal que coordena a recepção e interiorização de imigrantes no país.

DIÁRIO DO PODER

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