
Entidades do setor financeiro publicaram nota de apoio ao Banco Central, neste sábado (27), em reação à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, de convocar uma acareação em pleno recesso natalino, sobre a decisão do órgão fiscalizador de liquidar o Banco Master. A manifestação apela para que o Judiciário preserve a autoridade técnica das decisões do Banco Central, para evitar um cenário gravoso de instabilidade.
A nota foi divulgada após o Banco Central alertar sobre os riscos de o STF promover uma “armadilha processual”, contestando motivos da liquidação do Banco Master, após a descoberta de fraudes de R$ 12 bilhões levar à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.
O manifesto é assinado conjuntamente pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Associação Nacional das Instituições de Crédito (Acrefi ) e a Zetta, associação que representa empresas do setor financeiro e de meios de pagamentos. E não cita diretamente o Master ou a acareação.
Porém, a iniciativa complementa alertas da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal de que esta acareação poderia equiparar a condição do Banco Central enquanto investigador à do banqueiro suspeito como investigados.
Em outubro, o presidente da Febraban, Isaac Sidney, defendeu o cerco de bancos com apoio da Polícia Federal como forma de blindagem para que o sistema financeiro não seja “esconderijo de criminosos”.
Ministro insiste
O ministro Dias Toffoli negou recurso do Banco Central e manteve para terça-feira (30) a acareação entre o diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, e Vorcado, dono do banco suspeito da fraude bilionária, exposto pela decisão técnica da instituição que possui independência constitucional para regular os bancos no Brasil.

