Viviane de Moraes aparece só em uma de 77 mil ações do Banco Master

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Daniel Vorcaro, do Banco Master.
ARTHUR GOMES SOUZA

O Banco Master acumula cerca de 77 mil ações judiciais no país, conforme dados públicos compilados na plataforma Escavador.  Mesmo diante desse volume expressivo, a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, aparece em apenas um processo relacionado ao banco.

Informações divulga esta semana, a partir de controtao digitalizado encontrado pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, por ocasião de sua prisão, mostrou que o escritório da esposa de Moraes foi contratado por R$129 milhões, pagos em parcelas mensais de R$3,6 milhões, para prestar serviços jurídicos à instituição financeira que acabaria liquidada pelo Banco Central.

Viviane possui cerca 1,6 mil processos ativos vinculados ao seu nome, a maioria deles referente a outros clientes, como o parque Hopi Hari. No entanto, nos processos do Banco Master, sua atuação aparece apenas em uma ação específica, que trata de calúnia, injúria e difamação.

Esse único processo envolve Vorcaro e o gestor Vladimir Joelsas Timerman, e tramita sob sigilo no Tribunal de Justiça de São Paulo. O ex-procurador da República Deltan Dallagnol, também ex-deputado federal, disse em seu canal no Youtube, nesta sexta (12), que o escriório Barci de Moraes, de Viviane, perdeu essa ação.

Segundo as informações divulgadas pelo portal UOL, o Banco Master responde sozinho por grande parte das ações em que é listado, sendo cerca de seis a cada sete processos. A maioria dos litígios está ligada a questões de consumo e contratos bancários, enquanto a minoria corresponde a ações movidas pela própria instituição contra devedores ou terceiros.

Além disso, o texto destaca que, em novembro, Daniel Vorcaro foi preso temporariamente durante a operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga a suposta simulação no valor de uma carteira de crédito negociada com o Banco de Brasília. Após a defesa pedir o envio do caso ao STF, o ministro Dias Toffoli determinou o sigilo dos autos.

DIÁRIO DO PODER

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