Na última quinta-feira (27), o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), também filho de Jair, afirmou que o ex-presidente teve mais uma crise acentuada de soluços e refluxos.
O parlamentar chegou a afirmar que Bolsonaro corre o risco de não sobreviver:
“Acabo de receber a informação de que meu pai acaba de ter mais uma crise acentuada que já vinha se arrastando. Os médicos foram acionados nesta tarde (27) diante da persistência de soluços e refluxos que começaram durante a noite e continuaram ao longo do dia. Ele não vai sobreviver frente a essa injustiça. O sistema está assassinando de forma rápida e brutal o meu pai… o que fazer, Meu Deus?”, escreveu em postagem nas redes sociais.
Em outro momento, o senador Flávio Bolsonaro denunciou bloqueio de alimentação especial ao ex-presidente.
Para o parlamentar, a restrição contraria orientações médicas relacionadas às sequelas da cirurgia intestinal à qual Bolsonaro foi submetido após a facada sofrida em 2018.
“Ele precisa ter uma alimentação especial por causa do trato intestinal, por causa das sequelas da cirurgia. Soou muito estranho que alguém tivesse dado essa determinação para ir contra a medicação prescrita pelos médicos”, afirmou em coletiva de imprensa após visita ao ex-presidente.
Os relatos geraram comoção por parte de aliados e apoiadores, que se solidarizam com o ex-presidente em diversas postagens nas redes sociais e protestos em frente à Superintendência da PF.
Reação na área jurídica
A prisão provocou reações no próprio meio jurídico, como o ex-procurador-geral da República Evaldo Campos, que afirmou que a prisão de Bolsonaro representa “um ato da maior insensatez”.
O ex-PGR afirma que a condenação representa “uma ignomínia” conduzida fora dos parâmetros constitucionais.
Para Campos, a forma como o julgamento ocorreu desrespeitou o devido processo legal e feriu princípios que deveriam resguardar qualquer cidadão,
incluindo autoridades ou ex-autoridades.
DIÁRIO DO PODER