
O caso rumoroso do Banco Master, liquidado pelo Banco Central, escancara; mais uma vez; a fragilidade das nossas instituições. É surreal que, com tantos órgãos de fiscalização e controle, tamanha malversação do dinheiro de investidores tenha passado impune sob o nariz da nossa Justiça.
Como foi possível que movimentações milionárias escapassem do radar? Como o estado do Amapá conseguiu comprar papéis desse banco por meio do fundo de pensão, se era uma operação de alto risco desde o primeiro minuto? Quem autorizou isso? Quem empurrou essa decisão goela abaixo? Não foi ingenuidade; foi suspeita na veia.
A quantidade absurda de papéis sem lastro emitidos pelo Banco Master não poderia ter existido sem a conivência; sim, conivência; de quem tinha a obrigação de fiscalizá-lo.
Além disso, o patrocínio de eventos luxuosos, frequentados pela elite do poder, levanta uma pergunta incômoda: estavam comprando proteção? Estavam aceitando agrados enquanto fechavam os olhos para o rombo? Porque não é normal a fiscalização “não ver” nada durante tanto tempo, mesmo com fortes rumores de uma iminente quebra.
A notícia da prisão do controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro — que já estava no aeroporto, prestes a fugir para Dubai — pelo menos trouxe um fio de tranquilidade aos investidores, cansados de impunidade e de promessas vazias.
Finalizo pedindo a Deus que na Sua justiça imensa, permita que esses investidores sejam ressarcidos. E que Ele derrame sobre todos nós Suas mais escolhidas bênçãos celestiais.
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Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. |


