Cappelli denunciado no Senado por uso eleitoral do órgão público ABDI

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Presidente ABDI Ricardo Cappelli

Presidente da ABDI, Ricardo Cappelli. Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

TIAGO VASCONCELOS

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) protocolou, nesta sexta-feira (14), requerimento de informações ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, órgão encarregado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), para que o vice-presidente (e ministro) Geraldo Alckmin, explique a denúncia de uso político e eleitoral da agência pelo presidente do órgão, Ricardo Cappelli. Alckmin tem 30 dias para responder.

Cappelli é acusado por ex-integrantes de uma estrutura paralela de comunicação de usar a ABDI para fins eleitorais. Filiado ao PSB, o presidente da ABDI é pré-candidato ao governo do Distrito Federal em 2026.

“Cabe ao MDIC, como órgão supervisor e responsável pelo contrato de gestão da ABDI, assegurar que a Agência atue estritamente dentro de sua missão institucional, com transparência, integridade, responsabilidade e total separação entre funções públicas e interesses político-eleitorais”, cobrou a senadora.

Damares quer saber se há investigações internas no âmbito do Ministério e da ABDI sobre o caso, e questiona se há normativos internos da publicados para coibir o uso político da estrutura.

A senadora quer acesso aos contratos de publicidade assinados pelo órgão nos últimos 24 meses e pede também os dados sobre o orçamento de comunicação da ABDI, com a respectiva execução orçamentária.

O uso da estrutura de órgãos públicos para fins pessoais ou políticos é vedado por lei, explica Damares Alves e, caso comprovado, pode fundamentar processo administrativo e criminal por improbidade administrativa. O requerimento deverá ser respondido pelo ministro em até 30 dias após o recebimento.

O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e pré-candidato ao Governo do Distrito Federal, Ricardo Cappelli (PSB), é alvo de acusações envolvendo o uso de uma estrutura paralela de comunicação para fins eleitorais, segundo matéria publicada pelo Diário do Poder.

Segundo relatos de ex-integrantes da equipe e mensagens internas obtidas pela reportagem, um grupo comandado pelo gerente de marketing da ABDI, Bruno Trezena, seria o responsável por um suposto “bunker político” no Setor Comercial Sul, em Brasília.

O local, uma sala no Edifício Ariston, abrigaria um núcleo dedicado à produção de conteúdo, interação com eleitores nas redes sociais e ataques a adversários políticos, prática que pode configurar campanha antecipada e uso irregular de estrutura pública.

Mensagens trocadas entre integrantes do grupo revelam uma rotina intensa e detalhadamente controlada.

DIÁRIO DO PODER

 

 

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