
O líder do Republicanos no Senado, Mecias de Jesus (RR), defendeu os produtores rurais brasileiros e cobrou do governo Lula (PT) maior reconhecimento e apoio ao setor agrícola, responsável por sustentar a economia e garantir a segurança alimentar do país.
O parlamentar lembrou que, mesmo diante de adversidades climáticas, a agricultura nacional segue batendo recordes de produção.
“Em 2025, superamos 350 milhões de toneladas de grãos. Esses números, conquistados com o suor de milhares de famílias que trabalham de sol a sol, são sempre usados pelo governo federal em seu discurso político e eleitoral, mas sem oferecer nenhuma contrapartida ao setor”, afirmou.
O senador também criticou o veto do presidente Lula ao Projeto de Lei 397/2024, de sua autoria. A proposta previa a prorrogação por 48 meses das dívidas de produtores rurais afetados por secas e enchentes.
Segundo o parlamentar, o texto não tratava de perdão de dívidas, mas apenas de ampliar o prazo de pagamento.
“Mesmo assim, o presidente vetou a lei. Uma decisão muito diferente da isenção de R$ 4 bilhões concedida pelo governo federal a empresários e empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato”, comparou Mecias.
O senador também comentou o andamento do Projeto de Lei 1217/2025, também de sua autoria, que cria crédito emergencial para produtores que tiveram o seguro rural negado.
O tema foi debatido em audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, com a presença de representantes do setor produtivo.
“Garantir condições favoráveis de alimentação e combate à fome deve ser uma prioridade global. Apoiar a agricultura é garantir que o Brasil continue sendo referência na produção de alimentos”, afirmou.
Ao encerrar o discurso, Mecias lembrou sua origem no campo e reafirmou o compromisso com os produtores rurais de Roraima e de todo o país.
“Minha vida começou no campo. Conheço a realidade de quem, apesar das dificuldades, continua acreditando e trabalhando por um país melhor. É com esse compromisso que seguirei lutando pelos produtores rurais, hoje e sempre”, concluiu.

