Motta rebate ‘narrativas falsas’ e diz que escolha de Derrite foi técnica

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Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, em coletiva de imprensa. (Foto: Reprodução/TV Câmara).
MAEL VALE.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Rep-PB), reafirmou o compromisso da Casa com o avanço do Projeto de Lei de combate ao crime organizado e às facções criminosas e destacou que escolheu o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), como relator, para garantir um trabalho técnico e isento de motivações políticas.

“Essa escolha teve como objetivo garantir um trabalho eminentemente técnico, impedindo que o tema fosse utilizado como palanque político por quem busca apenas visibilidade”, afirmou Motta em coletiva de imprensa nesta terça-feira (11).

A presidência da Câmara considera o tema uma prioridade nacional e pretende concluir as articulações até o fim da semana.

“Nossa expectativa é, até amanhã, construir o diálogo com as lideranças da Casa e, quem sabe, votar o projeto no plenário”, disse Motta.

Hugo ressaltou que a elaboração do texto tem sido conduzida com amplo diálogo entre os Poderes e as instituições envolvidas.

“Temos conversado com o Poder Judiciário e com o Senado Federal, visando fazer uma proposta que represente o sentimento do país, e não o de uma bancada, de um partido ou de um deputado”, destacou.

Durante o discurso, Hugo Motta também fez questão de esclarecer rumores sobre uma possível tentativa de reduzir o papel da Polícia Federal no combate ao crime organizado. O parlamentar classificou tais alegações como “narrativas não verdadeiras” e reafirmou que o protagonismo da PF na segurança pública é inegociável.

“Nunca existiu qualquer interesse desta Casa em retirar poderes da Polícia Federal. Conversei com o diretor-geral da instituição, com o ministro da Justiça e com as lideranças do governo, e reforço: o papel da Polícia Federal no combate ao crime organizado é inegociável”, enfatizou.

Motta também frisou que a soberania nacional é um valor essencial na condução das discussões sobre o projeto.

“Não vamos permitir que nenhuma discussão nesta Casa coloque em risco a soberania do nosso país. Esse é um ponto muito caro para nós”, afirmou.

DIÁRIO DO PODER

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