Gilmar desdenha do Congresso, ao blindar mais um suspeito, e revolta CPMI do INSS

Destaque

Senador Carlos Viana (Pode-MG), presidente da CPMI do INSS, e o depoente Igor Dias Delecrode – Foto: Carlos Moura/Agência Senado.

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Pode-MG), protestou ontem (10) contra o ministro do STF Gilmar Mendes, acusado de desdenhar do Congresso no habeas corpus usado para blindar Igor Delecrode, suspeitíssimo no roubo bilionário a aposentados. O relator Alfredo Gaspar (União-AL) disse que, aos 28 anos, Igor ficou milionário com dinheiro roubado. “Isso não pode ficar assim”, protestou Viana. Ele diz que, para Gilmar e STF, o Congresso “não vale absolutamente nada”.

R$1,4 bi roubados

Convocado para depor como testemunha, Igor Dias Delecrode é acusado de participar do esquema que roubou R$1,4 bilhão de aposentados.

Mudança ‘artificial’

Gilmar disse que a condição de investigado “não pode ser artificialmente modificada” para testemunha, que o obrigaria a respondera às perguntas.

Impondo limites

O senador Rogério Marinho (PL-RN) cobrou da Câmara que vote projeto do Senado impondo limites ao poder cada vez mais exacerbado do STF.

Desmoralização

“A investigação da CPMI é autônoma e não se confunde com a da Polícia Federal”, diz Marinho, que vê o STF tentando desmoralizar o Congresso.

(Foto: Lubasi/ Arquivo EBC)

Estudo indica que 84% da Amazônia é preservada

Estudo da Embrapa Territorial apresentado na COP30, em Belém (PA), desfaz mutas mentiras repetidas exaustivamente sobre “destruição da Amazônia”. Esse levantamento aponta que está “protegida, preservada ou conservada” 83,7% da vegetação nativa do Bioma Amazônia no Brasil. As áreas não-preservadas incluem a hidrografia (todos os rios), que toma 1,7% da região, e todas as terras produtivas. O “agro”, tão criticado por Lula, o PT e ONGs brasileiras e estrangeiras, consumiram apenas 14,1% de todas as terras da região.

Seis vezes

Para cada hectare de uso agropecuário há quase seis (5,9) hectares de área destinada à proteção e preservação, aponta o estudo da Embrapa.

É obrigatório

Produtores rurais dedicam 27,4% dos imóveis à preservação, aponta o estudo da Dra. Lucíola Magalhães, da Embrapa Territorial.

Responsabilidade direta

O estudo da chefe adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento aponta: um terço da vegetação nativa está sob responsabilidade de imóveis rurais.

Poder agonizante

“O Senado precisa ter coragem de se levantar e dar resposta”, disse o senador Carlos Viana, presidente da CPMI, indignado com palavras de Gilmar Mendes desdenhando do Poder Legislativo.

Impedir a investigação

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) avalia que não se trata mais de habeas corpus do STF para ladrões evidentes não respondam perguntas. “Isso avançou para impossibilitar a investigação”, disse ele

Raposa no galinheiro

O suspeitíssimo depoente Igor Dias Delecrode, o blindado do dia do STF na CPMI, é especialista em auditoria e controladoria, tem até pós-graduação. Caso típico de raposa que sabe o que fazer no galinheiro.

Pai de primeira viagem

O deputado Maurício Marcon (Pode-RS) reapareceu na CPMI do INSS. Pai de primeira viagem, estava cuidando a filha. Disse que irá educá-la para que não vire uma ladra, como o blindado do dia, Igor Delecrode.

Frase do dia

O instituto CPMI está sendo desmoralizado

Senador Rogério Marinho (PL-RN) sobre STF blindar suspeitos e dificultar investigação

Embromation office

É muito curiosa a reação agressiva de funcionários do Nubank contra a obrigatoriedade de aparecer apenas dois dias por semana no local de trabalho. Antes disso, o Itaú desnudou a turma do “embromation office”.

Bye, bye, NY

Após a vitória em Nova York de um tipo de esquerda que odeia os EUA, o ator Sylvester Stallone irá sair da cidade onde viveu por 40 anos. Citou a degradação de uma cidade que, diz ele, já foi “o melhor lugar da Terra”.

Blindar não dá

Relator da CPMI da gatunagem do INSS, Alfredo Gaspar (União-AL), voltou a criticar a “vergonhosa blindagem” a depoentes no colegiado e questionou a regalia concedida a Igor Delecrode, ex-dirigente da Aasap.

Vítima e julgador

Carlos Jordy (PL-RJ) criticou Alexandre de Moraes por tornar réu Eduardo Tagliaferro, o ex-assessor que o denunciou. Ele lembrou que Moraes é, ao mesmo tempo, acusado, acusador e julgador”.

Pensando bem…

…evento ruim afugenta até o anfitrião.

DIÁRIO DO PODER – COLUNA POLITICA DO JORNALISTA  CLÁUDIO HUMBERTO

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