
Ao citar o Diário do Poder, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) criticou o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, durante sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, nesta quinta-feira (23).
Jordy reagiu à declaração do ministro, que havia afirmado que a CPMI promovia um “show de pirotecnia”, e acusou Queiroz de desrespeitar o trabalho de investigação do colegiado.
O parlamentar citou reportagem da coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder, que revelou o ministro em uma loja de artigos de luxo no Brasília Shopping, na capital federal, na tarde de 20 de outubro, enquanto a CPMI ouvia depoimentos de investigados no suposto esquema de gatunagem contra os aposentados.
Queiroz foi flagrado na joalheria Pedrart, escolhendo uma caneta da marca Montblanc, cujos modelos mais simples custam cerca de R$ 2.275, podendo chegar a mais de R$ 4 mil nas versões de tinteiro.
“[Manifesto repúdio e indignação], com a fala do ministro da Previdência, que chamou a CPMI de pirotecnia. Como se estivéssemos aqui buscando holofotes, fazendo algum teatro. O que nós estamos fazendo aqui é um trabalho sério”, afirmou Jordy.
O deputado destacou que o colegiado tem atuado com imparcialidade e denunciou o que considera descaso do governo Lula (PT) com os aposentados lesados por supostos esquemas de corrupção.
“Enquanto a CPMI trabalhava, o ministro foi às compras. Comprando caneta de três mil reais, enquanto aposentados estão sofrendo com descontos indevidos, com falta até de cem reais”, disse.
A declaração ocorre na oitiva que interroga Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e sua esposa, a empresária e médica Thaisa Hoffmann Jonasson.
Jordy também defendeu o papel da oposição na formação da CPMI e afirmou que, sem a atuação dos parlamentares contrários ao governo, as investigações não teriam avançado.

