PF responde a Moraes e sugere caça às bruxas

Destaque

Quando a alfândega dos Estados Unidos afirmou que Filipe Martins não entrou no país, a primeira providência de Moraes deveria ter sido revogar a prisão de Martins.

A segunda, instaurar investigação contra as autoridades que permitiram que uma falsidade embasasse uma prisão.

Mas não: Moraes mandou a PF se explicar, e ela respondeu:

– Que a inserção dos dados pode ter sido feita para atrapalhar as investigações;
– Que o método seria semelhante ao de uma milícia digital; e
– Arrematou que a internet vem sendo usada “para a propagação de informações falsas por meio de influenciadores digitais e, até mesmo, de advogados que possuem posição de autoridade perante o público de interesse”.

Ou seja, em vez de reconhecer o erro e revogar a prisão de Martins, a resposta policial sugere inaugurar um novo período de caça às bruxas contra os que apontam as irregularidades do caso.

André Marsiglia é advogado, professor de Direito Constitucional e especialista em liberdade de expressão.

Deixe uma resposta