Advogada Clara Alcântara Botelho Machado, de Minas Gerais: ligações a uma Cobap.
A CPMI que investiga a gatunagem cometida contra aposentados e pensionistas do INSS aprovou a convocação da advogada Clara Alcântara Botelho Machado para depor para explicar seu papel junto a uma das entidades investigadas na comissão e na Policia Federal: a Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobap). O requerimento, de autoria do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), diz que Clara Alcântara representa essa Cobap, um das entidades mais beneficiadas pelo dinheiro obtido com descontos não autorizados.
Segundo Gastão, ela é responsável por mais de 11 mil processos em todo o País em nome da Cobap, recorrendo frequentemente a peças “padronizadas”, o que indicaria atuação quase em “escala industrial”. A advogada também estaria atuando sem inscrição suplementar em diversas seccionais da OAB, como a lei exige.
O relator alegou ainda em seu requerimento aprovado pela CPMI que há indícios de que a Cobap realiza descontos mensais nas aposentadorias sem autorização expressa dos aposentados, violando direitos dos beneficiários.
Mesmo tendo atuação em Minas Gerais, com inscrição na OAB-MG sob o nº 210.808, Clara Alcântara fikcou conhecida no Maranhão ao assinar petição para entrar como amicus curiae em ação do partido Solidariedade no STF contra a escolha de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA). Em vez de discutir a constitucionalidade da escolha de conselheiros do TCE-MA, a advogada causou curiosidada aproveitando a ação para fazer uma série de acusações contra o governo do maranhense Carlos Brandão (PSB) e contra o TCE mesmo vivendo em um Estado tão distante de Minas.