Sua saída ocorreu após perder o apoio dos conservadores, aliados essenciais para a governabilidade, e diante da iminência de uma moção de censura que unia esquerda e extrema-direita.
A situação reflete uma paralisia legislativa que impede a aprovação de reformas fiscais urgentes. O déficit público francês está projetado para atingir 6,1% do PIB, bem acima do limite de 4,6% acordado com a União Europeia.
Além disso, a dívida pública supera 115% do PIB, e a recente queda de 1,3% na Bolsa de Paris evidencia a crescente desconfiança dos mercados financeiros.
Pressões internas e externas aumentam sobre Macron, que enfrenta pedidos de renúncia e convocação de novas eleições.
Até mesmo aliados históricos, como os ex-primeiros-ministros Édouard Philippe e Gabriel Attal, distanciaram-se publicamente, sugerindo que o presidente deveria deixar o cargo após a aprovação do orçamento de 2025.
Com a nomeação de um novo primeiro-ministro prevista para as próximas 48 horas, Macron tenta evitar uma nova eleição parlamentar, no entanto, a falta de uma maioria estável no Parlamento e a fragmentação política indicam que a crise está longe de ser resolvida, deixando o país em um impasse institucional sem precedentes.
DIÁRIO DO PODER