
Senador Efraim Filho (PB), líder do União no Senado, partido que agora forma federação com o PP. (Foto: Mael Vale/Diário do Poder).
Mael Vale
O senador Efraim Filho (PB), líder do União no Senado, partido que agora forma federação com o PP, afirmou nesta segunda-feira (1) que são exageradas as penas impostas aos presos pelos atos de vandalismo às sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023.
“Teve depredação, teve vandalismo, mas os crimes que as pessoas têm que responder são por esses crimes, com as respectivas penas — e não pegar 17 anos de cadeia por golpe com batom”, destacou o parlamentar.
A declaração de Efraim ocorreu após a coletiva de imprensa sobre o projeto do Devedor Contumaz (PL nº 125/2022) e faz referência às condenações do Supremo Tribunal Federal (STF), que sentenciou mais 119 pessoas envolvidas nos atos, em julgamentos concluídos entre junho e agosto.
Para 41 réus que participaram da depredação ou financiaram os ataques, as penas foram mais pesadas:
– 14 anos de prisão para 20 pessoas;
– 17 anos para dez;
– 13 anos e 6 meses para oito;
– 13 anos e 8 meses para duas;
– e 12 anos para uma pessoa.
Um dos casos que chamou atenção foi o da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, condenada pela Primeira Turma da Corte, em abril deste ano, a 14 anos de prisão por pichar a frase “Perdeu, mané” na estátua A Justiça, localizada em frente ao edifício-sede do STF.
Outro exemplo é o de Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, conhecida como Fátima de Tubarão, de 69 anos, que cumpre pena de 17 anos de prisão pelos crimes de:
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Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
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Associação criminosa armada;
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Golpe de Estado;
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Dano qualificado;
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Deterioração de patrimônio tombado.
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