
Presidente Lula e Mauro Vieira, chanceler de enfeite (Foto: Marcelo Camargo/ABr)
Cláudio Humberto
Os diplomatas não desaprenderam o ofício: a paralisia do Itamaraty, na crise do tarifaço, obedeceu a “instrução” do Planalto, segundo fontes do Itamaraty. Diplomatas contaram à coluna que Lula (PT) em nenhum momento se preocupou com o impacto do tarifaço na economia, só em tirar proveito da “briga” com Trump para reduzir sua reprovação nas pesquisas. Em vez de advertir o chefe sobre o erro, o chanceler Mauro Vieira vazou para um passeio bizarro e irrelevante a Croácia e Irlanda.
Alheamento
Enquanto o tarifaço desesperava produtores e exportadores, Mauro Vieira flanava em Dubrovnik, onde foi embaixador, e depois em Dublin.
Que crise?
A carta do tarifaço é de 9 de julho e Vieira pegou o rumo do aeroporto já no dia 10. Voltaria só dia 17, após Lula atacar Trump várias vezes.
Ora, a crise
Além de diplomatas se fingindo de “estátua”, Maria Luiza Viotti, bem-conceituada embaixadora do Brasil, estava de férias em plena crise.
Aqui, não, violão
Viotti voltou a Washington há dias e tentou fazer seu trabalho, mas o recado da Secretaria de Estado foi seco: “Too late” (“tarde demais”).

Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco – Foto: redes sociais.
Anielle queria SP bancando turismo de ativistas
A ministra Anielle Franco (Igualdade Racial) não quer mais saber quem está solto depois de mandar matar Marielle, nem de assédio sexual de ex-colega: agora ela pensa em turismo com dinheiro público. A ministra pressionou o governo de São Paulo a bancar 250 passagens para militantes do PT e PCdoB, além de hospedagem e alimentação, para V Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial, promovida pelo governo do Estado de São Paulo neste fim de semana.
Aparelhamento
O evento paulista é uma etapa da Conferência Nacional em Brasília, e os militantes querem aparelhar o evento. Com dinheiro público, claro.
Adoram mordomia
Fazer o Estado pagar o conforto de seus militantes é a “privatização” que a esquerda adora. Ainda acham isso um “aparelhamento do bem”.
Intimidação
Insatisfeitos com a negativa da Secretaria da Justiça e Cidadania de SP, ativistas partiram para a intimidação, usando a mídia engajada.
Sem propósito
Incluía Cabo Verde o passeio ao exterior do chanceler decorativo Mauro Vieira, enquanto se agravava a crise do tarifaço, mas não sendo possível “negociar” agenda no país africano, a visita foi cancelada.
Efeito Lula
Ao pedir habeas corpus para Bolsonaro, parlamentares alegaram no STF que parte da culpa pela fricção diplomática com os EUA é de Lula, que inventou de escantear o dólar em negociações comerciais.
Gastança
A viagem de Lula a Paris, mês passado, ainda rende despesa ao nosso bolso, que bancou tudo. Houve um complemento no pagamento do serviço de dados, que pediram mais velocidade, a fatura: R$6,4 mil.
E o trabalho?
Petistas caçam o deputado exilado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para impedir que ele se afaste da Câmara para atuar, como tem sido noticiado, como representante de governo estadual nos EUA.
Língua pátria
Sobre os erros primários de português em decisão contra Bolsonaro, que fique claro: “mas” é conjunção adversativa, tem o sentido de oposição. Em geral, “mais” assume função de advérbio, significando em maior quantidade ou intensidade. É o antônimo de “menos”.

