Pedro Taquari
A Direção Nacional do PT decidiu intervir diretamente no processo de escolha da presidência do diretório estadual em Minas Gerais. Na última segunda-feira (07), o partido anunciou a realização de uma nova votação para o domingo (13), após a impugnação da candidatura da deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG), barrada por inadimplência em cargos partidários.
A decisão foi anunciada pelo senador Humberto Costa, que assumia interinamente a presidência da sigla até a posse de Edinho Silva. Costa criticou a judicialização interna, considerando “completamente inaceitável” recorrer ao Judiciário para tratar de divergências partidárias. Ele destacou que a intervenção busca acelerar o processo eleitoral, evitando novo adiamento.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) reconheceu a impugnação, alegando que a deputada não apresentou comprovação de quitação dentro do prazo, e o banco envolvido refutou qualquer falha no sistema de pagamento. Dandara argumentava que um erro bancário impediu a compensação, mesmo tendo feito o pagamento antes do prazo final.
O caso gerou tensão entre duas alas do PT em Minas, de um lado, o grupo de Dandara, apoiado pelo deputado Reginaldo Lopes, do outro, a ala pró-Leninha, apoiada por figuras como a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo. Embora aliados da deputada tentem ainda um acordo público, há risco real de que a disputa retorne à esfera judicial, conforme temem integrantes da direção nacional.
Enquanto isso, já foi definido o novo presidente nacional do PT, Edinho Silva, ex-ministro-chefe da Secretaria da Comunicação Social (Secom) no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Ele venceu com 73% dos votos, mesmo com a indefinição de Minas. Ele assume mandato até 2029.
DIÁRIO DO PODER