Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas extras de 10% sobre países que se alinham ao que chamou de “política antiamericana dos BRICs”, reações surgiram de membros do bloco. A medida, que entrará em vigor em 1º de agosto, foi criticada por líderes de nações como Rússia e China, que defenderam a cooperação entre os países.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o BRICS nunca teve a intenção de prejudicar outros países, destacando que o grupo busca a cooperação com base em interesses comuns. A China, por meio do Ministério das Relações Exteriores, também se manifestou, afirmando que se opõe ao uso de tarifas como forma de coerção, ressaltando que tais ações não beneficiam ninguém.
A África do Sul adotou um tom mais conciliador, enfatizando que não é antiamericana e que continua comprometida em negociar um acordo comercial com os EUA. O país busca um entendimento desde maio, quando o presidente Cyril Ramaphosa se reuniu com Trump na Casa Branca.
Reações e Contexto
Trump tem criticado o BRICS desde sua eleição em 2024, especialmente em relação ao uso de moedas locais no comércio, ameaçando tarifas ainda mais altas se o dólar fosse abandonado. A declaração final da cúpula do BRICS, realizada no Rio de Janeiro, defendeu a utilização de moedas locais nas transações entre os países do bloco e criticou as tarifas americanas.
A cúpula, que termina nesta segunda-feira, 7 de julho, também abordou temas como saúde e clima. Os líderes dos países-membros se reuniram para discutir questões globais, enquanto a declaração final reafirmou o compromisso com a solução de dois Estados na crise entre Palestina e Israel.
Além disso, o encontro incluiu discussões sobre inteligência artificial e a necessidade de uma governança internacional para a tecnologia. A declaração final expressou repúdio a ataques contra o Irã, sem mencionar diretamente os responsáveis, e condenou ataques à Rússia, mas não fez o mesmo em relação à Ucrânia.
A TARDE