Hamas consulta grupos palestinos sobre plano de cessar-fogo em Gaza

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Um homem palestino observa prédios destruídos por ataques israelenses no campo de refugiados al-Shati, no norte da Gaza (Foto: Reuters)

Um homem palestino observa prédios destruídos por ataques israelenses no campo de refugiados al-Shati, no norte da Gaza (Foto: Reuters)

Hamas está em conversações com outros grupos palestinos sobre uma proposta de cessar-fogo e troca de reféns apresentada pelos Estados Unidos. O presidente Donald Trump afirmou que espera uma resposta em até 24 horas. Enquanto isso, os bombardeios em Gaza continuam.

Na manhã de sexta-feira, a força aérea israelense atacou a área de Khan Younis, resultando na morte de pelo menos 15 palestinos em ataques a tendas que abrigavam deslocados. O hospital local Nasser confirmou os óbitos, mas o exército israelense não se pronunciou sobre os ataques. A operação militar visa desmantelar as capacidades militares do Hamas.

Hamas, por sua vez, declarou que está discutindo a proposta de cessar-fogo com líderes de outras facções palestinas. A organização prometeu uma “decisão final” após as consultas. A proposta inclui a liberação gradual de 10 reféns israelenses vivos e a devolução dos corpos de 18 outros reféns em troca de prisioneiros palestinos em Israel.

Detalhes da Proposta

Um dos principais pedidos do Hamas é a retomada do envio irrestrito de alimentos e medicamentos para Gaza. A proposta sugere que a ajuda humanitária entre na região com a supervisão da ONU e da Cruz Vermelha. Além disso, prevê uma retirada militar israelense de partes de Gaza e garantias de que as operações não serão retomadas após o cessar-fogo de 60 dias.

Trump expressou otimismo sobre a aceitação da proposta, destacando que tanto ele quanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, desejam o fim do conflito. Netanyahu, em visita a Kibbutz Nir Oz, reafirmou seu compromisso em garantir a libertação de todos os reféns, mas não se comprometeu a encerrar a guerra até que isso ocorra.

Desde o ataque de 7 de outubro, que resultou em cerca de 1.200 mortos e 251 reféns, a situação em Gaza se deteriorou, com mais de 57.130 mortes registradas até agora, segundo o ministério da saúde local. A pressão internacional aumenta para que um acordo de paz seja alcançado.

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