Home Destaque Homem é preso acusado de concretar o corpo da namorada
Caso aconteceu na Zona Sul de São Paulo
Douglas e Amanda teriam relacionamento marcado por violência doméstica Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Um homem de 43 anos foi preso em cumprimento a um mandado de prisão temporária, na noite da última quarta-feira (21), sob suspeita de matar e concretar o corpo de uma mulher na comunidade de Paraisópolis, Zona Sul da capital paulista.
Conforme a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), a vítima, Amanda Gaspar dos Santos, também de 43 anos, foi encontrada sem vida em um imóvel da comunidade na noite da última terça (20).
– Seu corpo foi localizado por policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), órgão da Polícia Civil do Estado de São Paulo, que requisitaram perícia – disse.
Ela foi vista pela última vez no último sábado (17). De acordo com o Metrópoles, o acusado, Douglas Lopes Azevedo, teria passagens na polícia por estelionato, lesão corporal dolosa e estava foragido desde o ano passado por apropriação indébita. Ele e Amanda eram namorados, e, de acordo com familiares, a relação era muita conturbada, repleta de episódios de violência.
A irmã da vítima relatou em depoimento que Douglas era agressivo com Amanda há mais de dez anos. Os dois mantinham uma pastelaria juntos em São Paulo.
O caso está sob investigação e as autoridades ainda não divulgaram mais informações sobre a ocorrência.
*Com informações AE
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– Essas transferências são pouco passíveis de controle efetivo, o que é bastante ruim do ponto de vista do próprio processo democrático – diz Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos e ex-secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo. Considerado o ápice da reconfiguração orçamentária, o final do primeiro ano do governo Bolsonaro também ficou marcado pelo estabelecimento das emendas que tinham o código “RP-9?, conhecido como Orçamento Secreto. Embora essa modalidade de emenda já existisse no Congresso, foi necessário aprovar outras leis para permitir ao relator-geral do Orçamento manejar elevados volumes de recursos. No Orçamento Secreto, o relator, após ter os seus poderes ampliados, passou a liberar valores do Orçamento a pedido de deputados e senadores, especialmente para aqueles da base aliada do governo. Nos registros do Congresso, não constavam a identificação dos parlamentares beneficiados, apenas o nome do relator. Ou seja, os órgãos de controle podiam verificar quem indicou a verba. É justamente, a partir da vigência do Orçamento Secreto que as emendas pagas atingiram os maiores patamares. Durante esse período, o Planalto destinou bilhões de reais para essas emendas de relator, o que foi interpretado como uma forma de fazer barganha política com o Legislativo, embora, na prática, não haja outra forma aparente de se fazer política no Brasil. No final de 2022, o Orçamento Secreto foi considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido à falta de transparência na indicação de seus beneficiários. Mesmo com o fim do mecanismo, o governo Lula pagou R$ 34,5 bilhões em emendas no primeiro ano de governo, em 2023. EMENDAS DE COMISSÃO E A REPRODUÇÃO DO SISTEMA DO ORÇAMENTO SECRETO Não é à toa que o Centrão turbinou, por meio da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024, as emendas de comissão, aquelas que os recursos são indicados pelas comissões permanentes da Câmara e do Senado. No fim do ano passado, foram aprovados R$ 16,7 bilhões para este tipo de emenda. O movimento é visto como uma tentativa de reproduzir o sistema do orçamento secreto. A operação segue o mesmo modelo: os nomes dos parlamentares que fazem as indicações são omitidos – tudo o que aparece é o nome do colegiado, e não do parlamentar que patrocinou o envio dos recursos, numa situação similar à do orçamento secreto. Agora, porém, o procedimento será centralizado nas comissões, por meio dos presidentes de cada colegiado, e não mais no relator-geral do Orçamento. – Essas emendas têm ganhado grande espaço no Orçamento, o que representa um retrocesso, pois têm menos transparência e rastreabilidade. São neste tipo de emenda que há mais risco de corrupção – analisa o cientista político Lucio Rennó, pesquisador do Laboratório de Pesquisa em Comportamento Político, Instituições e Políticas Públicas (LAPCIPP) e especializado em comportamento legislativo. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), quer emplacar emendas do orçamento secreto com o carimbo da Mesa Diretora da Casa, uma das comissões do Congresso. *AE
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