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Divaldo Franco sobre o Carnaval
Data 11/02/2018 as 15:26 h  Autor naupati  Vezes 1287  Idioma

E o Carnaval chegou com todos os seus ruídos e paixões primárias, anunciando alegria e felicidade, essa felicidade ilusória da embriaguez dos sentidos.

Ante a miséria que alarga a sua capacidade de destruir as massas ao lado da violência voluptuosa e destruidora, recordamo-nos do período imperial de Roma, que abria o circo para a generosidade do tirano que governava anestesiando os desditosos com o célebre “panis et circensis”.

A situação atual é pior do que aquela, porque se oferece apenas o circo de grandes proporções, nem sempre gratuita, mas vendidas as suas concessões.

Embriagadas, as multidões assumem o descontrole dos sentidos e atiram-se na ufania dos poucos dias de loucura e prazer, para depois retornar à normalidade impossível de ser mantida.

E o carnaval, de certo aspecto, continua dominando aqueles que preferem a ilusão que se desvanece rapidamente à realidade do enfrentamento para a conquista dos valores que realmente proporcionam felicidade.

Algumas cidades do nosso país, considerando os desafios e sofrimentos que sobre elas se abatem, estão transformando as despesas carnavalescas do agrado quase geral, por se tratar de fuga para lugar nenhum, em pagamento aos funcionários que padecem atraso dos salários, aos hospitais onde os pacientes morrem nos corredores ou nas portas de entrada, às escolas em abandono, ante o reproche e desagrado de muitos foliões que preferem o padecimento dos filhos e deles mesmos a pobre educação proporcionada pelo poder público.

Afinal, nada temos contra o Carnaval, essa catarse periódica quase com finalidade terapêutica.

Mas, a libertinagem em que foi transformado, de alegrias e festas em bacanais sexuais do mais nível servil, a larga e quase oficial ingestão e uso de drogas aditivas, ao contágio de enfermidades perversas e de novos tormentos emocionais, defluentes dos falsos amores dos dias fugazes nas vigorosas garras dos dias de trabalho e enfrentamento existencial.

O ser humano deve descobrir a finalidade da sua existência, encontrar um significado psicológico, raciocinar a respeito da brevidade em que ela se desenvolve, trabalhando-se para superar os sofrimentos e as inevitáveis contrariedades de cada dia.

Cabe-lhe mergulhar na rapidez com que passa o prazer e eleger aqueles que produzem plenitude e têm duração real.

O discernimento deve ser desenvolvido para não se enganar com os denominados quinze minutos de holofotes a que a maioria humana aspira, perdendo-se logo depois nas frustrações dos sonhos- pesadelos.

O Espírito humano está destinado a fatalidade do Bem, a conquista da harmonia, da beleza, da saúde e da fraternidade no seu sentido pleno.

 

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 08-02-2018. 


 


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