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Manifestação pacífica em Correntina traduz preocupação quanto consumo exagerado de água
Data 13/11/2017 as 17:37 h  Autor naupati  Vezes 3218  Idioma



Pelos menos seis mil pessoas atenderam pedido da Pastoral da Terra para participar de uma manifestação pacífica contra o consumo exagerado das águas dos nossos rios, luta há muito tempo encampado pela população local, que tem uma histórica preocupação com o meio ambiente.
 


Não só as outorgas tão generosas em benefício dos megaprojetos agrícolas, mas também a depredação que já se tornou uma rotina, principalmente quando os leitos e nascentes dos rios são ameaçados, motivou a bonita manifestação do povo, a grande maioria vestindo roupa preta, simbolicamente em sinal de luto sobre o que vem ocorrendo em toda região.

As outorgas que o INEMA concedeu para as fazendas do grupo japonês Igarashi e centenas de outros empreendimentos, é uma prova cabal de que estudos sobre a vasão de água do Rio Arrojado e de todos os outros da nossa bacia hidrográfica, não foram procedidas dentro de critérios que possam justificá-las.

A insatisfação do povo, principalmente dos ribeirinhos, merece ser levada em conta, pois nasceram às margens daquele rio e bem sabem o que pode provocar problemas na sua regularidade e, também, males advindos do mau uso da terra e até, das nascentes de pequenos afluentes, das matas ciliares, etc. As agressões à natureza, na grande maioria dessas perversas concessões, já são um rotina.

Há técnicos que estudam o que pode ocorrer quanto à potencialidade dos rios e nascentes e, também, obviamente, quando os rios começam a secar, primordialmente no período da seca. Esses técnicos fazem suas previsões provavelmente no interior dos seus confortáveis escritórios, em ambiente climatizado e ao menos conversam com as pessoas que nasceram e ainda continuam na região, que entendem todos os fenômenos que ocorrem nos seus rios e nascentes.

A manifestação anterior, que culminou com a invasão das Fazendas Igarashi e Curitiba, foi feita exclusivamente por correntinenses, angustiados com a inconsequente devastação do rio Arrojado, em detrimento não só da sua beleza majestosa, mas, sobretudo pelo que ele representa para sua população, seus pequenos agricultores, criadores e pescadores, temerosos ante a possibilidade de perder sua maior riqueza.

Já os empresários, visam tão somente o lucro dos seus empreendimentos. Poucos estão ligando para as intempéries provocadas pela gastança desenfreada do precioso líquido. Sabem, tão somente, que nossos governos são generosos  com eles, que nem pensam em cobrar deles sequer a água, fato que, muito provavelmente, estimula o desperdício, enquanto pequenos produtores em projetos da CODEVASF pagam caro pela água que consomem.

 

Itapuan Cunha

Editor 


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